Me desculpe, eu não sou perfeita! Mas eu não quero ser acusada pelo o que eu não fiz!
Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria - o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles estavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que uma dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade.
Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um "felizes para sempre" e sim um "felizes nesse exato momento". E, uma vez ou outra, as pessoas podem até de deixar sem fôlego...
“Não era pra escrever mais um texto sobre você. Não era. Mas a minha teimosia você já conhece. A gente nunca se pertenceu. Nunca fomos um casal de verdade. Não ficávamos dizendo que eramos namorados aos quatro ventos, porque não eramos mesmo. Mas fazíamos coisas que todo um casal costumava fazer. Eu tinha ciúmes de todo mundo que falava com você, tinha ciúmes até do seu travesseiro por dormir com você, e eu não. Você me protegia, me fazia ter forças pra enfrentar os meus medos. Você me dava o apoio que eu nunca encontrei em ninguém. Me entendia, mas ria de mim quando eu pagava algum mico. Você sempre gostou de me mimar, e eu sempre gostei disso. Mas também tínhamos dias que estávamos em pé de guerra. Brigávamos por tudo, por qualquer besteira, coisas mínimas. Parecíamos duas crianças discutindo, e depois sempre fazíamos as pazes como se nada tivesse acontecido. Eu te mordia, e você me fazia cócegas. Você dizia que me amava, e eu dizia que amava mais. Era estranho, não é mesmo? Você não me pertencia, nunca me pertenceu. Só que eu sempre gostei de ficar naquelas de “Você é meu, eu sou sua. Eu sou seu, você é minha’’. Porque na minha cabeça, você me pertencia sim, você já tinha se tornado uma parte de mim, mesmo sem você saber. Nunca fomos um casal daqueles de cinema, ou de novela. Não somos iguais, você é bem diferente de mim. Seus gostos não batiam com os meus. Quando você me mandava alguma música que dizia lembrar de mim, eu acabava gostando só porque você gostava também. Escutava todos os dias, porque me lembrava de você. Eu acabei gostando de muita coisa que você gosta, acabei pegando as suas manias, seus costumes, suas gírias, tudo. Só porque eu passava a maior parte do meu dia com você. Ou melhor, eu passava o meu dia todo com você, e se não estava falando com você, estava pensando. Então você nunca ficou sem estar na minha vida, sempre esteve em uma parte de mim. Um dia sem você, era como uma eternidade. A gente gostava de ficar falando quantos filhos íamos ter, mas não é estranho? Nós dois não eramos um casal, e ficávamos falando disso. Me vi colocando você em todos os planos do meu futuro, em tudo o que eu queria pra minha vida, você estava lá. E continua sendo estranho, porque você nunca me pertenceu, só que eu gostava de te encaixar na minha vida. Você prometeu cuidar de mim. Prometeu curar esse meu coração machucado, você prometeu. Prometeu tanto, nunca me deixar, não me trocar, não me abandonar… Mas cadê você agora? Lembro de tudo o que você me dizia, que um dia ainda íamos ficar juntos, como um casal de verdade. É por isso que eu escrevi mais uma vez pra você, te lembrar que você disse que nunca ia desistir de mim. Só que é isso que você está fazendo, desistindo do nosso amor.
Eu fiz 15. Acho que quinze é a idade de crescer, abandonar velhos hábitos, pessoas que nos esqueceram e amores que nos magoaram. Por isso, no dia que eu fiz quinze, decidi deixar você pra trás. Disse coisas que provavelmente vou me arrepender bem em breve, deletei pessoas que me magoaram e que nunca voltaram a falar comigo. Mas esquecer você realmente é a parte mais difícil. Amanhã, quando eu apagar minhas quinze velas, com certeza em alguma delas pedirei pra que você fique bem, siga sem mim, e que eu fique bem e siga sem você. Porque amar você dói, demais. E eu te amo demais, mas não quero te amar, quero ser feliz. Se os nossos destinos se cruzarem algum dia novamente, espero estar em um momento diferente, uma vida diferente. Espero ser quem eu sempre quis ser, quem eu sonhei. Quanto a você, espero estar feliz, realmente. E eu vou sempre te amar, não importa se são 15, 25, 35. Eu vou ser sempre sua, meu coração será sempre seu. E a Alice será sempre nossa.
Emma Watson on set “The Bling Ring”
Flawless people is flawless [list]
↳ Troian Bellisario
Mudança. Não gostamos, temos medo dela. Mas não podemos impedí-las. Ou nos adaptamos à mudança, ou ficamos para trás. É doloroso o processo de crescer. Quem diz que não é está mentindo. Mas a verdade é que algumas vezes quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam iguais. E algumas vezes, a mudança é boa. Algumas vezes, a mudança é tudo.
Não dá pra saber qual dia será o mais importante da sua vida. Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente, e acabam se tornando os mais importantes.
Nunca se sabe qual é o dia mais importante da sua vida. Não até ele acontecer.
Você não reconhece o dia mais importante da sua vida até que esteja no meio dele.
O dia que você se compromete com algo ou com alguém.
O dia que você tem seu coração partido.
O dia que você conhece sua alma gêmea.
O dia que você se dá conta que não há tempo suficiente, porque você quer viver para sempre.
Esses são os dia mais importantes.
Os dias perfeitos.
Pergunte a todas as pessoas que escolheram ser cirurgiões. Pergunte-as o motivo disso. Todas, ou a maioria, diriam que é pela emoção de cortar, a agitação, a adrenalina. Eu digo o contrário; escolhi pelo silêncio. Em uma sala de cirurgia, tudo depende de você. Um corte, uma pinçada, um grampo. Tudo pode acabar com uma vida ali, em suas mãos. Silêncio é necessário.
Pergunte a um cirurgião no que acredita: ele dirá na ciência. Mas existem cirurgiões além da ciência. Existem cirurgiões, que acreditam, que além de um bisturi, uma tesoura e uma pinça, existe a fé. Um pensamento positivo. De que adianta você salvar a vida de alguém, cientificamente, se a pessoa não quer ser salva?
Cirurgiões não querem ser Deus, e nunca terão totalmente, a vida do paciente em suas mãos. Eles dependem, além de sua capacidade, de algo acima deles.
Me pergunte porque eu escolhi ser cirurgiã. O silêncio. Com ele, nós podemos mudar pessoas… vidas.